Artigo da EW

Estamos de volta com mais um artigo traduzido da EW… Vamos lá ao artigo:

As estrelas de Supernatural analisam os momentos que mudaram a série

Estrelas Jensen Ackles, Jared Padalecki e Misha Collins passaram por rápidas mudanças e algumas voltas surpreendentes durante a jornada extraordinária da série.

Jared Padalecki ainda lembra o tom exato para a primeira temporada de Supernatural: “Rota 66 encontra Arquivo X, irmãos nas estradas secundárias da América caçando coisas que aparecem à noite.” Foi assim que ele e o co-protagonista Jensen Ackles foram pedidos para promover a série, onde, em seu primeiro ano, era apenas isso, Sam e Dean Winchester caçando lendas urbanas de estado em estado.

Mas com o tempo esse tom original adicionou algumas sentenças. Bem como toda boa viagem, houve algumas reviravoltas – e as ocasionais encruzilhadas – no caminho. Embora a série continue sendo sobre dois irmãos nas estradas secundárias da América caçando coisas, essas “coisas” agora incluem tudo desde espíritos vingativos à amigos imaginários e até mesmo o próprio Lúcifer. Afinal de contas, uma série não dura 13 temporadas sem ajustar seu plano de jogo. Para Supernatural, isso significou uma mitologia sempre se expandindo, algumas mortes chocantes, personagens ressuscitados, quebrando a quarta parede e muito mais.

Apesar de tudo, uma coisa permaneceu fiel: Sam e Dean Winchester farão qualquer coisa para salvar o mundo e, mais ainda, para salvar um ao outro. E eles farão enquanto navegam aquelas aparentemente estradas sem fim em seu Impala 1967.

Encontrar John Winchester (interpretado por Jeffrey Dean Morgan) foi o objetivo dos rapazes na temporada 1, embora isso acabou sendo tão difícil quanto fazer John ficar uma vez que ele foi finalmente encontrado. A reunião da família Winchester foi curta: a temporada 1 acabou com um acidente de carro e os destinos dos três homens incertos. E então teve aquele pacto demoníaco que John fez com o mesmo monstro que eles estavam caçando.

JENSEN ACKLES Tudo até nesse ponto era sobre encontrar o pai. Encontramos nosso pai, continuamos a lutar como uma unidade, e então perdemos o pai, e agora somos dois órfãos.
JARED PADALECKI E acho que essa foi a primeira vez que trouxemos alguém de volta da morte e foi você (para Ackles).

ACKLES Morri no acidente de carro e ele trocou sua vida com Azazel.

PADALECKI Acho que foi a primeira vez que vimos um personagem grande morrer e voltar. E foi um risco total. Então contamos a história dos Ceifadores e o véu e o que acontece com sua alma.

ACKLES Foi quando entramos no pós-vida.

PADALECKI Essa foi uma grande mudança no que Supernatural poderia fazer.

ACKLES Com a introdução do inferno e fazendo pactos com demônios – o que é engraçado, porque você pensa sobre isso, e (criador) Eric (Kripke) sempre soube porque a mãe fez um pacto com o demônio de olhos amarelos.

A próxima mudança viria mais tarde na temporada 2, preparando o território para a introdução de anjos antes de Castiel mostrar suas asas naquele celeiro abandonado na temporada 4.

PADALECKI “Houses of the Holy” foi a primeira vez que falamos sobre anjos em Supernatural. (Jensen) e eu pensamos, “Qualquer que seja sua crença religiosa, qualquer que seja a nossa, não estamos aqui para proselitizar. Estamos aqui para fazer um seriado de televisão, mas queremos ser universais.” Então fizemos uma conferência por telefone com Eric Kripke, e falamos, “Ei, cara, não sabemos como sentimos sobre isso.”

ACKLES Não queríamos ser um porta-voz para as visões religiosas dos roteiristas, porque não era a série que tínhamos topado. Nosso argumento era: Confiamos em você. Você foi justo com a gente até agora. No entanto, essa é a nossa única preocupação, e estamos trazendo isso à tona para que possamos discutir.”

PADALECKI E eles nos escutaram, e acho que é por isso que eles esperaram mais um ano e meio antes de introduzir nosso segundo e mais famoso anjo. Acho que foi a única vez que os procuramos com uma reclamação. Porque não sou um roteirista. Não quero ser um roteirista. Gosto do meu trabalho como ator. Mas foi legitimo, como “Escute, se for pra ser sobre religião, não quero fazer parte disso.”

MISHA COLLINS E agora surpreendentemente, 11 anos depois, muito da série tem ficado entre o conhecimento bíblico e mitologia que é na verdade tirado da bíblia. Uma coisa interessante para nós que terminamos conversando com padres e pastores e ministros, ou até mesmo freiras, que adoram a série.

ACKLES [para Collins] Você e eu fomos ao Vaticano. Fomos à Basílica de São Pedro e tinha um padre ali da Carolina do Sul. Ele era um fã da série e fez uma missa particular para nós em frente do mural de Michael destruindo Lúcifer. Ele disse “Pensei que seria apropriado para vocês.”

COLLINS Foi bem mágico.

ACKLES Foi maravilhoso, mas meu ponto é que estávamos em um dos lugares mais religiosos do mundo, e eles estavam atendendo pessoas de uma série que lida com enredos baseados em religião.

PADALECKI Mas não contando a história que a bíblia conta.
ACKLES Essa foi a saída. É quando conseguimos um passe de que não estamos tentar contar a história da bíblia. Os roteiristas pegam inspiração de elementos bíblicos e então elaboram sobre eles. Então entramos na discussão original, Eric voltou com: “Não estamos aqui para contar a história de Jesus Cristo. Estamos aqui para pegar aquele elemento e usar como inspiração para a história.” Acho que isso aliviou qualquer preocupação que ele e eu tivemos. E ao mesmo tempo confiamos realmente em Kripke e ainda confiamos até hoje.

Outro risco veio com o “Hollywood Babylon” na temporada 2, que pode ser considerada a primeira tentativa da série em um metaepisódio. Abriu a porta para tudo desde “The French Mistake” na temporada 6 até o crossover com Scooby-Doo na temporada 13.

ACKLES “Babylon” foi a primeira vez que brincamos conosco mesmo e estávamos debochando da indústria.

COLLINS Essa foi uma grande (ajuda saber) que você pode ir nessas distâncias absurdas e quebrar convenções. Lendo o roteiro onde estamos fazendo um episódio com Scooby Doo me deixa orgulhoso. Onde mais você pode fazer isso?

PADALECKI Que outra série faz isso e tem o fandom no geral bem animado que vamos fazer isso? Pode imaginar se JAG ou NCIS fizessem um episódio com Scooby-Doo? Pessoas iriam pensar, “O quê?” Não apenas quebramos a quarta parede, vamos fazer meta, mas esses acabam sendo alguns dos nossos melhores episódios.

O finale da temporada 5 mantém o lugar No 1 no Ranking de Episódios da EW, mas esse momento foi importante por várias razões, uma das quais sendo que foi a despedida de Kripke.

COLLINS “Swan Song” foi outra milhagem porque marcou a culminação da visão original de Kripke para a série. Ele teve um arco de cinco temporadas em mente que embrulhou perfeitamente com um laço e então ele seguiu em frente e entregou as rédeas para Sera (Gamble). Isso se tornou, “Okay, pessoal, vamos pensar em como começar um novo capítulo ou um novo volume em uma série de capítulos.”

PADALECKI Foi a história que todos nós viemos, alguns de nós foram introduzidos nos primeiros cinco anos. Então o criador se afastou? Eu argumentaria que foi a maior mudança.

Gamble serviu como showrunner para as temporadas 6 e 7, a última contendo outro maior momento da série: a morte de Bobby (Jim Beaver), a figura paternal de Sam e Dean.

PADALECKI Bobby foi uma grande parte. Jeffrey Dean (Morgan) nunca foi uma grande parte da série. Ele obviamente foi uma grande parte da história, mas ele fez (apenas uns poucos) episódios, e Jim Beaver fez 60 e alguma coisa. E teve algo sobre a morte dele que sabíamos que era final…ou final para Supernatural.

ACKLES Porque o personagem dele disse “Fui”. Então não foi como se ele tivesse sido morto por acidente e conseguimos um jeito de trazer Bobby de volta. Ele foi como, “Estou jogando a toalha, rapazes.” Foi pesado.

PADALECKI Essa foi provavelmente a primeira grande morte de alguém que esteve lá por anos…

ACKLES (Interrompendo) Um favorito dos fãs

PADALECKI Sim, e eu lembro do (presidente da CW) Mark Pedowitz dizendo algo sobre o efeito de “Como fã, odiei quando Bobby morreu, mas foi uma grande televisão.” É assim que me sinto.

ACKLES Como quando Sam Winchester morre de vez, vai ser boa televisão. Mas quando Dean Winchester continua vivo, vai ser uma ótima televisão. (Todo mundo ri)

O finale da temporada 12 vimos a introdução de um mundo apocalíptico alternativo no qual Sam e Dean nunca nasceram e Céu e Inferno estão presos em uma guerra eterna. E com esse mundo vem a possibilidade para um número de voltas de personagens. Mas será um momento decisivo?

COLLINS Bem, acho que a fenda e o fato que você pode entrar no mundo apocalíptico e pode de repente revisitar cada personagem em uma diferente iteração – pode haver uma versão diferente de cada personagem – abre para essa incrível variedade de coisas.

ACKLES Porque não ter os mesmos personagens como algo diferente?

PADALECKI E se um universo alternativo existe, então quantos universos alternativos existem? É difícil dizer, porque sinto que é impossível identificar uma reviravolta durante a volta. Em retrospectiva, será revelado como essa história afetará a série, o cânone no geral e da forma como seguiremos em frente. Mas eu certamente sinto que estamos abrindo portas com a fenda e com o filho de Lúcifer.

COLLINS É também difícil porque (nos) primeiros cinco anos houve esses novos capítulos totalmente incríveis que nunca foram abertos. Então muita coisa foi levada para tantos extremos que é difícil ir para um novo extremo que é tão grande que cria um mundo inteiro novamente.

PADALECKI É quase um paradoxo, mas contamos essas histórias de um jeito que é baseado na realidade. Esse não é uma série fantástica. Não é “há muito tempo, em uma galáxia muito, muito distante. Parte de toda nossa premissa é que aquele é esse mundo. Estamos contando histórias malucas, mas isso está no mundo que você vive nesse momento. É incrível ver nossos roteiristas, que são incrivelmente talentosos, imaginar isso e tentar colocar uma peça quadrada em um buraco redondo. É incrível de ver e ser parte disso.

Artigo original.


Fotos pelo Matthias Clamer confira as fotos aqui em nossa galeria.

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